The Perucas Fly!!!

A Vida como EU acho que é.

Terça-feira, Março 25, 2008

101 pt1.





Fato:



Manicures: Sao quase todas coreanas ou asiaticas em geral. Elas tem mil tipos de manicure.. com cristal, com cera, com silicone... Sim, aquelas unhas enormes e coloridas, grandes o suficiente pra voce ter a santa ceia registrada no seu dedo indicador sao altamente comuns aqui, mais especificamente pelos latinos. Alias, latinos aqui (estou falando de Mexicanos e todos que falam espanhol) acham ofensivo serem chamados de latinos ou mexicanos, preferem o termo Spanish. (??)



Raramente tiram cuticula... elas dao uma disfarcada, uma empurradinha aqui e ali e soh. Se tiram, fica cheio de farpinhas e bordinhas. Elas falam entre si no idioma delas o que eh bem desconfortavel porque elas claramente estao, ou falando de voce ou reclamando do servico. Com os clientes em si elas nao trocam uma palavra.. Soh " pei f~ast pisss" (pay first please = pague primeiro, por favor) e voce precisa pedir pra repetirem umas duas vezes.



O que acontece eh, voce entra no salao (geralmente voce encontra ou Nail Salons ou Hair Salons e nao os dois no mesmo lugar, que nem no Brasil). E voce tb nao precisa necessariamente marcar hora mas vc pode ligar perguntando se esta muito cheio. Ai voce entra, diz o que quer fazer e vai direto pruma estante onde eles tem todos os esmaltes. Voce escolhe o que voce quer, leva ate na manicure e ela comeca.



Primeiro eh aquela coisa neh... lava a mao, passa creminho, lixa, corta... e ai cobra.

Depois de pago ela comeca a pintar as unhas. O que eu achei mais engracado e eh que elas sao altamente minuciosas ao ponto de conseguirem pintar a unha sem excessos e sem pintar a pele. No Brasil as manicures preferem passar camadar grandes e depois tirar os excessos com aquele palitinho de madeira embebido em acetona. Aqui nao. Elas pintam quase que perfeitamente e o excesso elas tiram com a mao delas mesmo. Nesse caso, preciso dizer que eu acho mais interessante fazer unhas no Brasil.



Os precos sao interessantes tambem. Unhas baratas custam 8 dolares. Esse eh o preco mais justo por aqui. Se voce quiser pedicure.. 12 a 15 dolares. Durante a semana alguns saloes fazem promocao, peh e mao por 20 dolares.

Vi depilacao tambem, claro... sobrancelhas 8 dolares (no entanto to ficando mestre em fazer a minha), queixo (?) 6 dolares, aquele bigodinho desagradavel, 8 dolares... e claro... virilha 15 and up.

Eu perguntei pra moca pq 15 and up e ela disse que depende do trabalho que elas tem. ahahah medo. :)

Brazilian Wax eh exotico aqui, ate porque as mulheres aqui nao tem tanto pelo. Soh que tudo o que eh exotico e novidade as mulhertes querem tentare. Nem todos os saloes fazem, na verdade voce precisa perguntar porque eles nao divulgam.. estranho :)

Terça-feira, Março 18, 2008

Acho que eu estou aqui ha quase um mes jah e nem parece.

Bem, eu pretendo escrever mais vezes mas meus horarios ainda nao estao super estabelecidos e enquanto eu nao tiver o meu computador nao vai rolar :) Soh to esperando a Fran mandar o dinheiro e ai vou comprar :)
Desde que eu cheguei aqui, ja fiz um monte de coisas interessantes. Ja fui pra NYC umas tres vezes, quase tive um ataque histerico dentro da loja da Apple na 5a avenida (aquela que foi feita no estilo piramide do louvre), estou absorvendo os programas televisivos que nem agua e amando os escandalos sexuais do governador Spitzer.
Assistir Saturday Night Live aqui eh totalmente diferente do que assistir no Brasil ahaha :)

Algumas outras coisas precisam ser consideradas, eu penso, quando se fala em EUA:

- Gasta-se muito papel, tudo aqui vem em caixas ou enrolado em guardanapo ou papel ou papelao. Acho que eu tiro 3 sacos de lixo por dia aqui de casa;
- Ao contrario do que as pessoas acham, aquele negocio de a Amazonia ser territorio internacional e que eles ensinam isso na escola, EH MENTIRA! pelo amor de D' us.;
- Tudo aqui eh acessivel economicamente, se voce quiser. Eletronicos sao praticamente descartaveis e, curiosamente, vale mais a pena vc comprar tudo online do que ir ateh a loja. Outra coisa otima tambem eh o sistema refurbished. Se voce compra um equipamento com defeito, vc devolve, eles consertam e revendem por muito menos da metade do preco. Minha familia me deu um celular da Sony Ericsson cheio de frescuras, eh tao moderninho que nem tem mais cabo USB pra nada, eh tudo wireless. 30 dolares porque era refurbished (lembrando que esse conserto implica numa nova garantia e tudo mais) e o preco original era 150 dolares.
-Americanos sao pessoas agradaveis e simpaticas mas sao extremamente focadas em metas. Alias, as criancas aqui parecem ser educadas pra saber competir;
- Falando em educacao, a educacao das criancas aqui eh totalmente embasada em teoria comportamental.. constante reforco verbal, sempre elogiango, eles nunca gritam com as criancas, sempre tentam conversar e negociar.. no entanto, as criancas daqui sao altamente mimadas;
- Em termos de limpeza, nos somos muito melhores. Aqui voce basicamente precisa de um aspirador pra limpar a casa e papel toalha com agua morna. Nada de pinho isso e aquilo, Veja e similares. A nao ser que estamos falando do banheiro.
- As pessoas raramente passam roupa aqui;
- Comida saudavel eh mais cara do que fast food;
- As pessoas raramente cozinham como nos fazemos no Brasil, tudo aqui vem ou em lata ou em caixa ou embalado a vacuo. Interessantemente, tem gosto de comida feita na hora. :)
-Ate a comida mais light tem muitas calorias.


Acho que ate agora eh isso :)

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Domingo, Fevereiro 17, 2008

V- Day.

Sonoplastia: The Foo Fighters - Long Road to Ruin.



Cansativo, cheio de expectativas e o excesso de tempo passado com você mesmo faz com que as teorias e possbilidades mais absurdas se tornem, afinal, uma possibilidade. Saí daqui de ônibus, fiquei umas quatro horas na rodoviária, conheci um monte de gente legal e aí parti pro desconhecido.

Eu amo a rodoviária de São Paulo. É bonita e organizada e, amo especialmente o balcão de informações, cheguei lá e perguntei como ir dali até a embaixada americana, eles tem papéizinhos com direções (metrô e ônibus) pros lugares mais procurados da cidade, amei.

O metrô é ótimo e o dia estava especialmente ensolarado e fresquinho até, uma brisa geladinha e nenhuma nuvem no céu. O metrô que eu peguei era metade trem e metade metrô. Depois de meia hora cheguei na segunda parte do destino, viagem de ônibus, uma longa e incerta viagem de onibus.

Antes de eu sair de Blumenau, decidi procurar no yahoo! respostas e no google maps os caminhos pra chegar até a embaixada e, todos falavam sobre uma estátua do Borba Gato. Usei isso como ponto de referência na hora de pedir pro cobrador do onibus me avisa onde descer. Depois de mais de uma hora no ônibus e já começando a pensar que isso iria terminar num sequestro, eu avisto do lado direito a embaixada americana, e desco no proximo ponto. Andando um 100 metros, chego lá. No meio do caminho, encontro um grupo de taxistas conversando e aproveito pra perguntar quanto eu gastaria dali até o aeroporto. Em menos de 5 minutos consegui um desconto e fiz amizade com o motorista, que disse que me esperaria quando eu saísse.



Não tinha fila perto do portão, tudo muito calmo. Entrei, paguei a tal taxa de solicitação (Algo em torno de 235 reais se nao me engano), na verdade essa taxa é paga no citibank mas como aqui não tem mais, tive que pagar la. Então caiu a ficha.

Me encaminharam pruma porta de metal, pediram pra eu tirar celular, iPod e tudo de eletronico de dentro da bolsa, fui revistada, minha bolsa passou por uma daquelas esteiras de raixo-x, que nem do aeroporto e os eletronicos ficaram lá, só podia pega-los na saida, com uma senha. Passando daquela porta eu descobri onde a fila estava.

Havia com certeza mais de 400 pessoas lá dentro. Um espaço aberto dentro do prédio (o prédio é em forma de um quadrado vazado, (um buraco no meio) no chão existem setas amarelas indicando os passos para pedir o visto. Primeiro você chega, ve que existem banheiros químicos no canto esquerdo, longe da fila, num local bem arborizado. Logo na entrada também existe uma cafeteriazinha, bem simpática até (achei que ia encontrar algo americaníssimo, tipo starbucks) dobrando à direita algumas pessoas de colete azul marinho, brasileiras, remexem nos teus formulários (vc precisa preencher, melhor, levar preenchidos, 3 formulários DS-156, 157 e 158 (esse se for no caso de estudante ou intercambista) e conferem se tá tudo preenchido corretamente, nenhum campo pode estar em branco, mesmo que seja algo do tipo "qual o nome do conguge?", é preciso colocar "não tem" e coisas assim.

Dali te dão uma senha e você vai pra uma outra cabine, onde você é chamado pelo número da sua senha. Lá as pessoas conferem mais uma vez os teus formulários e tiram as digitais dos teus 10 dedos da mão. E entao te mandam sentar de novo e aí você percebe que a sua senha é 295 mas o painel diz 172.
Nas 3h e meia de fila muita coisa inusitada aconteceu. Conheci essa mulher, advogada criminalista lá de Salvador que foi lá porque ela esqueceu de renovar o visto, eu perguntei pra ela se ela tinha alguma viagem programada e então ela disse que não, mas queria ter o visto pq quando desse vontade de passar um feriadão lá, ela não ia precisar se incomodar. Então ela começou a contar de todas as 12 vezes que ela foi aos EUA e das 4 que esteve em Madri e como ela nunca mais colocará os pés em Paris. Engraçado que eu me enchia de ouvir as histórias dela - mas sendo muito educada, claro - e olhava pro lado, ou mudava de assunto ou simplesmente respondia tudo monossilabicamente, mas como a bicha era arretada, ela não desistia e então me cutucava até poder passar pra próxima história. Do jeito que eu falo parece que eu odiei conhece-la, mas na verdade até que foi bom, 3 horas passaram como 1:45. :)
Então, no meio de uma dessas conversas, uma velinha da imigração começou a chamar pessoas para a cabine dela, ela negou o visto para todas as três. Cada vez que ela chamava alguém, criava-se um silencio na fila e a pessoa chamada parecia estar caminhando pelo corredor da morte. Momentos de tensão eram constantes até aquela velha finalmente ir almoçar.

Finalmente chegou a minha vez:

C - eu / M - mocinha da imigração.

M- Oi, pegue o telefone porrrr favorrr
C - Ok
M - Forrmulárrios, porr favorr...
C - Yes, just a moment (no nervoso já mandei a pasta toda)
M- So Caroline, where are you going?
C- Larchmont, NY...
M - To do what?
C - I'm going to work as an au pair
M - interesting... (digitando coisas no computador...)
M- I see you've been to England.
C - Yes..
M - To do what?
C - I went to study for a month.
M - Yes but you had a 6 month visa, why didnt you stay there for six months?
C - well i had a commitment to the school and I said I'd only stay for a month.
M - Ok, visa granted, go over there and pay that fee, after that you come back here.


Ela nao viu nada de documentos ou propriedades ou escrituras ou imposto, nada. O que me faz chegar à seguinte conclusão: aquele computador deve ter tudo, o que eles fazem na entrevista é ver se você nao está mentindo.
A aventura acabou, peguei um voo pra casa, fui numa festa e dormi no sofá. :)

Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Countdown.

Sonoplastia: Oasis: Go let It Out.


Eu senti que eu precisava dividir, que eu precisava falar sobre mas, ao mesmo tempo, não sei exatamente o que escrever.
Como faz muito tempo que eu nao escrevo nada com algum conteúdo pessoal e significativo, vou dar um update. Estou em stand by, me arrumando pra partir pros Estados Unidos, coisa que, pra ser bem sincera, nunca passou mesmo pela minha cabeça.
Sexta feira é o o meu V-Day (dia do visto) e, como quem procura acha, encontrei um blog feito por au pairs e para au pairs onde os candidatos mandaram por escrito seus diálogos com os Immigration Officers.
Não tem segredo, é preciso ser honesto, mostrar-se seguro e ser direto. Ter em mente dados da família daqui e sua host family também é essencial. A única menina que nao passou foi uma que se embananou toda na hora de falar da família, e olha que o oficial ainda deu chance pra ela.
Eu me sinto calma e confiante mas, ao mesmo tempo eu não quero depositar todas as minhas fichas.
Sendo assim, assim que o dia 8 passar e eu tiver minha resposta, vou abrir um blog só sobre as minhas aventuras de au pair (o que realmente será uma aventura, considerando a minha consituição e personalidade peculiar) e aqui, não sei... mas vou continuar falando de coisas.

É engraçado essa coisa, de colocar a vida em stand by, esperando certas coisas acontecerem para que você possa seguir em frente e tomar decisões e coisa. Tem tanta coisa que eu já queria adiantar mas, que ao mesmo tempo não tem sentido sem o visto...

E devido a tudo o que aconteceu no ano passado, eu comecei a desenvolver uma certa desconfiança diante de pessoas em geral. Uma coisa é certa, quanto mais a gente fala dos nosso planos pra pessoas, mais duvidas e comentarios surgem. Cada um tem sua opinião e quer que você tenha conhecimento dela, sendo essa opinião útil ou não. Tem gente sim que quer te ver bem e te deseja toda a sorte do mundo mas também tem gente invejosa e mesquinha e pequena que nào quer isso de você. Contar seus planos para milhões de pessoas implica em você ser capaz de selecionar aquelas que vão te servir pra alguma coisa. E, depois do ano passado comecei até a acreditar na possibilidade de olho grande. Triste né?
Bom, é isso entao, dia 8.

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Sonoplastia: Cyndi Lauper - Money Changes Everything.

A pior parte das situações ruins da vida é quando a gente sabe porque está nelas e, pior ainda quando sempre tem alguém do teu lado te lembrando que você falhou e onde falhou. Eu tenho um problema sério com dinheiro. Se eu tenho, eu gasto. Meu problema claramente é falta de planejamento e, a cada momento que passa eu começo a perceber umas coisas super hiper óbvias, que eu nunca prestei atenção antes. É tão óbvio que me dá raiva. Por exemplo, durante as férias deve-se fazer uma estimativa de 100 reais por dia, como é que eu nunca pensei nisso?

Eu sei que isso soa até vergonhoso, admitir que eu não sei nada de planejamento financeiro pessoal. Eu nunca precisei saber. Eu não sei se isso vai soar como uma explicação boba, bem do tipo de alguém que entende alguma coisa de psicologia mas, eu não aprendi a fazer isso e eu nunca me encontrei numa situação onde eu precisasse aprender logo, eu acho uma injustiça sim alguém me cobrar como se isso fosse lógico pra mim.

Aqui em casa acontece uma coisa que, depois que eu compreendi melhor já não me afeta mais tanto, mas é algo que eu vou procurar ser muito cuidadosa quando eu estiver com as minhas kids ou até mesmo quando eu tiver os meus filhos. Na teoria comportamental a gente chama de reforço intermitente. Normalmente, diante de uma ação positiva você é reforçado (com um elogio, com um presente, etc.) e diante de uma ação negativa você é punido. No Reforço intermitente, você, depois de uma ação pode ou não receber nada, ou ser reforçado ou ser punido, não dá pra saber. Aqui em casa é assim, e é estressante pra caralho.

Tudo bem, aí eu penso: cara, será que isso não era motivo o suficiente pra eu ter aprendido a me virar sozinha antes? Pra não precisar passar por isso e tal? Bem, parece que não. Eu nao sei, eu sou uma entusiasta desse negócio do repertório. Você só sabe fazer algo imitando, reproduzindo algo que ou alguém te ensinou ou que você viu sendo feito. E e eu acho o fim ser cobrado por coisas que você não tinha como saber, por mais óbivas que elas sejam perante os olhos de outras pessoas.

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

O Efeito Saudade.
Sonoplastia: Yann Thiersen - Comptine D'un Autre Etê


Na minha opinião, a saudade é um dos sentimentos mais perigosos que existem, na mesma escala da paixão, por exemplo. A saudade têm a habilidade de te fazer esquecer quaisquer coisas ruins que te tenham acontecido, te faz esquecer da raiva e do rancor e até do bom senso e da razão, às vezes.
Eu sempre pensei que a saudade fôsse uma espécie de termômetro, que ficar longe e sentir falta de alguém, sentir saudades de alguém determinaria o quão importante essa pessoa é pra você e quais são as coisas que realmente contam. Eu achava que saudade era parte importante e essencial daquilo que os cartões da Hallmark sempre falam e dos desejos de Feliz Natal e Feliz Ano Novo que as pessoas mandaram por e-mail; que é por causa da saudade que passamos a dizer mais "sim" e menos "não", que passamos a nos importar menos com as pequenas coisas porque o importante mesmo é estarmos juntos e ter saúde.
A saudade é algo que te consome, gradualmente. Uma pessoa, um cachorro, um período de tempo, uma coisa que você tinha e perdeu. A saudade tem esse poder de te fazer esquecer o quanto alguém te fez malm que o cachorro te impediu de dormir quase todas as noites, que você teve mais momentos infelizes do que bons durante aquele período, que você nunca ligou pra tal coisa até que precisava desesperadamente dela e então reconhece que poderia ter sido mais cuidadoso.
A saudade pode ser puro egoísmo também, como sentir saudades de uma pessoa durante feriados de fim de ano, só porque você se sente sozinho, ou sentir saudade de alguém que fazia coisas por você que você não sabe como fazer.
Eu digo que a saudade pode ser cega quando eu vejo situações como a da minha irmã com os meus pais e, antes de eu continuar, eu não me sinto mal por falar dela e não acho que isso seja uma daquelas situações em que se possa dizer "ah, isso é coisa de irmão, quando vocês forem mais velhos, passa." Não acho que seja esse o nosso caso, mas enfim. Bem, o fato de ela morar longe e nos dar poucas notícias faz com que meus pais sintam falta dela, o que é mais que natural. A saudade no entanto faz a gente tratar todos aqueles problemas que no passado eram complexos, sérios e gigantescos como se fossem o dedinho do pé. Minha irmã sempre foi altamente grosseira, inconveniente e negativa. Nada vai dar certo e pra tudo o que é discutido ela tem que dae a visão realista dela, ou seja, pontuar uma obviedade num tom irônico, quase que botando praga em cima da situação discutida.
Uma das coisas que eu mais abomino, alás, são pessoas conformistas/derrotistas, que te vencem no cansaço, te causando um desanimo temporário diante das oportunidades que passam por você. Mas enfim, isso sempre foi um grande problema e, infelizmente, ela ter saído de casa só fez com que ela ficasse ainda mais assim e voltasse com mais autoridade no tom da voz, uma seguraça que se adquire quando você começa a ser independente, eu acho ("independente" - aqui aplicado como "pessoa que mora sozinha porém vive totalmente sob as custas do pai). Mesmo assim, o efeito saudade ameniza essas coisas duma forma que, por mais errada que ela esteja, ela está certa.
E eu me vejo numa daquelas situaões em que eu me tornei a pessoa insuportável e competitiva e "comparativa" (tipo: pq ela pode acodar tarde e eu não??), e eu odeio isso.
Resumindo, eu acho que a saudade pode ser uma sensação enganosa e temporária de paz de espírito que faz com que você releve coisas que não devia e te faz praticamente idealizar coisas e pessoas. Você pega as pequenas migalhas que te fizeram achar, por um momento, que ela tivesse milhões de qualidades positivas, mas ela não tem, é só saudade.

Domingo, Novembro 25, 2007

Sonoplastia: Ok Go! - You're so Damn Hot.

O Verão


Cara, o verão pra mim é como essa grande festa colorida e animada, com gente jovem e bonita, elegante e sincera. Todo mundo, é claro, me parece mais bonito e apresentável do que eu. Em suma, o verão pra mim é essa rave agitadíssima na beira da praia, onde só gente VIP e que não tem sobrinhas quando coloca um biquini de lacinho é bem vinda, onde homens de sunga branca, peito depilado e barba por fazer são os donos da festa e onde luzes no cabelo fizeram seu maior come back.
Enfim, o verão pra mim é uma festa baladadíssima para a qual eu não fui convidada mas que eu prefiro ignorar isso e ir mesmo assim só pra então, uma vez lá, entender porque eu não deveria nem ter me incomodado.
O verão me faz sentir como o personagem daquela música sobre o chato, do Osvaldo Montenegro. Me faz sentir como aquele "amigo" que não se toca que já passou a hora de ir embora, que só é convidado para as festas porque ele sempre acaba sabendo delas. Me faz sentir como aqueles vendedores de praia daquele título de capitalização da CAIXA, que simplesmente não sabem a hora de parar de te oferecer aquela porra e aí no final você vai embora da praia 50 reais mais pobre.
O verão me faz sentir brega e fora de moda, minhas coxas parecem mais grossas e o meu bronzeado não tão dourado. A minha mais nova descoberta é que biquinis podem ser trágicos. Eu sinceramente não sei como as meninas em geral conseguem, e eu estou falando mais que exclusivamente da parte de baixo. Cara... sério.
Bom, eu cheguei à essa conclusão sexta, quando fui passar o dia em balneário com o Fernando. As meninas são simplesmente muito perfeitas e os rapazes muito sarados, foi como chegar fantasiada numa festa que não era à fantasia. Quando a gente decidiu passar a tarde na beira da praia, na areia mesmo, eu pensei comigo "meu será que o pessoal não vai ficar meio incomodado Não quero atrapalhar.."
O que me confortou no entanto foi ver todas aquelas tias com o famoso "sunquini"onde a parte de baixo não só vai até o umbigo como acima dele e que, dependendo da cor do biquini você não sabe onde acaba a lycra e começa a barriga.
Descobri que tem mais gente que fica do lado de fora da festa vip, mas que curte mesmo assim... Descobri que dá pra ser feliz sendo persona non grata, o que é ótimo.

Meus posts estão precisando de um bust anyway... preciso sair mais.